LAB Mudanças Climáticas 2021

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Sobre o Coletivo / Projeto

Para apoiar as comunidades, as economias e o meio ambiente a se adaptarem aos impactos causados pelas mudanças climáticas, o Instituto Procomum e o British Council lançaram este ano a segunda edição do LAB Mudanças Climáticas. Foram selecionados oito projetos de inovação cidadã voltados à soluções de adaptação às mudanças climáticas de agentes e lideranças sociais de Cubatão, Santos, São Vicente, Praia Grande, Peruíbe e Mongaguá , na Baixada Santista, e Complexo da Maré e Sepetiba, no Rio de Janeiro.

Os projetos irão ganhar um apoio financeiro para a realização das ações além de um trabalho de fortalecimento de sua comunicação e de troca entre pares.

Entre eles, vale destacar a construção de Casa de Cultura Guarani e Cozinha Comunitária na comunidade Tekoa Tangará, em Itanhaém, a montagem de skates com material reciclável em Cubatão, um processo de tecnociência solidária e afetiva na Aldeia Aguapeú, em Mongaguá, ações de educação, arte, conscientização e abertura de diálogo com o poder público na Vila Margarida, em São Vicente.
(Veja a lista completa e as artes de divulgação dos projetos no final da matéria).

Soluções simples e de baixo custo para problemas complexos

Segundo artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) em 2010, estima-se que entre 97% e 98% dos cientistas ativos publicando trabalhos em ciência climática concordam com as conclusões do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC, sobre as causas, efeitos e riscos para a humanidade e meio ambiente do aquecimento global. Ou seja, a comunidade científica está em consenso e alerta à questão.

No Brasil, a Baixada Santista é uma das regiões cujo efeitos da crise climática são os mais expressivos. A cidade de Santos foi a primeira da região metropolitana a produzir um plano municipal de mudanças climáticas e a instituir um conselho específico e tratar o tema. Porém, ainda não apresenta um plano base para elaboração de políticas públicas.

A região da Baixada Santista ainda possui o maior número de comunidades indígenas do Estado, abriga as populações caiçaras e grandes áreas de preservação da Mata Atlântica.

Para Marina Pereira, Gerente de Comunidades do Instituto Procomum, a inovação cidadã apresenta soluções de baixo custo e criativas para enfrentar problemas complexos e mundiais, como as mudanças climáticas.

“Entendemos que a crise climática é um problema complexo e mundial, que necessita esforços governamentais e institucionais variados. Por outro lado, em muitos territórios são as comunidades mais vulneráveis que sofrem mais os impactos diretos da crise”, comentou.

Obviamente, o projeto não prevê acabar com o problema global e sim construir soluções que auxiliem as comunidades a se adaptarem aos impactos e apresentar alternativas possíveis que sejam replicáveis ou possam oferecer caminhos. “Quando nos reunimos para prototipar soluções para essa questão, mostramos como as pessoas estão engajadas e determinadas com a preservação da vida. E também para questionar: não estaria nas próprias comunidades parte das soluções para as crises globais?”

Marina Pereira também lembra que o projeto só é possível porque mesmo com as restrições para abertura das atividades devido à pandemia e isolamento social, a rede segue ativa. O LAB Procomum funciona como uma rede de apoio e segue ativo, co-criando soluções junto a outras comunidades da Baixada Santista.

A parceria entre o programa Active Citizens, do British Council e o Instituto Procomum existe desde 2018 e desde então já formou cerca de 200 pessoas na metodologia que é voltada ao fortalecimento de programas de ação social e na incidência de lideranças sociais que constroem soluções em rede para a transformação social e ambiental.

As ações do Lab Mudanças Climáticas farão parte também da contribuição do Programa Active Citizens para a 26ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP26). A COP26 vai acontecer em Glasgow, Escócia, de 1 a 12 de novembro de 2021 e reunirá mais de 30 mil delegados, entre chefes de estado, especialistas em clima e ativistas para chegar a um acordo para enfrentar as alterações climáticas.

https://drive.google.com/file/d/1F_yCwWAovyJCCj-3c2qSn7LRezsWBudy/view

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